terça-feira, 11 de junho de 2013

Realidade Platônica

ou "O uso excessivo de derivados da palavra real"

             Todos vivem ou já viveram um amor platônico. Isso é algo passageiro, já a realidade platônica não, é algo eterno. O amor platônico é parte dessa realidade.
             Todos vivem essa realidade porque ninguém admite que os outros são do jeito que realmente são, que tudo é do jeito que realmente é. Todos acreditam que a realidade é uma ilusão e vice-versa. Você que está lendo vive isso, eu também.
             Todos acreditam que os outros são melhores do que realmente são. Na verdade elas podem ser melhores, mas na maioria das vezes optam em não ser, tornando essa realidade impossível.
             O amor platônico é originado dessa realidade, pois as pessoas quem amam acreditam que as amadas são perfeitas (coisa que NUNCA são) e quem tem qualquer possibilidade, mesmo que mínima, de ficarem juntos. O amor platônico também é conhecido como "amor impossível".
             Resumindo o que disse, a realidade platônica é a nossa imaginação "disfarçada" de verdade, no iludindo até a morte...


-   Lucas, Well

sábado, 11 de maio de 2013

Quem sou eu?

Quem sou eu? Uma pergunta que me define perfeitamente.
Eu considero ter 3 personalidades. Vou nomeá-las para facilitar o entendimento: Wellington, Well e Lucas.

Wellington, quem eu menos gosto. Não odeio, mas é a pior das três, e também a mais presente. Considerado nerd, o Wellington é o menos engraçado e social, possivelmente por ser nerd. É o que mais conhece os amigos, por ser a mais presente personalidade. Ela praticamente é a personalidade líder (infelizmente). É o que mais sofre pressão, que mais pensa para agir, mas acaba não tirando do papel. É o apaixonado, o ciumento, o iludido. É o mais envergonhado e tímido. Resumindo, é a personalidade que todos recusam e tentam esconder, e a que eu tenho dificuldade, já que sou eu...

Well, quem mais agrada a mim e aos outros. É menos presente, a que não tem vergonha. É a personalidade extrovertida, animada, retardada e engraçada. Quase a minha favorita. O único problema dela é que só acorda perto da família, por ser reprimida pelo Wellington. Uma vez ou outra escapa, mas a opressão do Wellington é muito forte. Por saber (ou achar) que o Lucas é propenso a virar motivo de zoação, o Wellington a esconde, por querer ser o oposto. Resumindo, por causa do desejo do Wellington de ser respeitado, Well acaba se perdendo no fundo do poço...

Lucas, minha personalidade favorita. Presente somente quando estou perto de algum gato ou ouvindo música (Linkin Park, Coldplay, Oasis). É a personalidade mais afastada do mundo. É também a personalidade mais querida, agradável, "amorosa". É a que pensa com mais calma, por não ter qualquer pressão, por ter um ponto de fuga (ou a calma melodia das músicas ou o macio pelo e miado dos gatos). É a mais criativa, entusiasmada. A que mais se preocupa e ajuda os outros. Resumindo, é o que todos no mundo deveriam ser.

Esse sou eu, confuso como sempre.

terça-feira, 12 de março de 2013

Nem todo final é feliz...

Uma garota levanta da cama de manhã. Está com os pulsos cortados, o quarto etá bagunçado. Posters de bandas rasgadas,
papéis amassados e rasgados espalhados no chão. Ela vai em direção a janela. O dia está lindo e ensolarado. Ela vê as
pessoas divertindo do lado de fora, alegres, então uma lágrima escorre do seu rosto. Ela enxuga o rosto e vai para o
banheiro. Lá ela lava o rosto e vê seus pulsos cortados. Olha para o espelhos, e com raiva de si mesma, dá um soco no
espelho, cortando os dedos. Então começa a chorar de novo.
Ela se arruma e vai para a escola. Como de costume, com sua jaqueta preta favorita, com fones de ouvido e mão
no bolso. Chega na sala e senta na mesa mais afastada de todos, num canto. Pega um papel do bolso. O desamassa e
lê o que está escrito. No papel possui um coração com o nome dela e o nome do garoto que ela ama no meio. Mais uma
lágrima escorre do rosto. Ela então o rasga e o amassa. Olha para o garoto que ela ama do outro lado da sala, mas ele
nem a repara. Ela se levanta para jogar o papel no lixo. Ele se vira e a vê andando, admirado com a beleza dela que ele
vê todos os dias, mas nunca teve coragem de falar com ela.
No recreio ela, como sempre, se senta no banco, no corredor da escola, e comaça a chorar. Fica lá o recreio todo.
Após o sino tocar, ela vai para o banheiro e limpa o rosto a maquiagem borrada pelas lágrimas. Volta pra sala, se senta,
pega um pedaço de papel e escreve nele uma carta. Quando termina, o dobra e o beija, o marcando com uma marca de batom.
Acaba a aula, ela vai embora o mais rápido possível, mas deixa a carta para trás, na mesa dela. O garoto cria
coragem e tenta falar com ela, mas não consegue, pois ela foge. Ele vê na mesa dela uma carta então decide ler. Ao ler a
carta, faz uma cara de espanto. Nela dizia:
“Foi um prazer te conhecer. Nos falamos só uma vez, no nosso primeiro dia de aula, quando a professora nos mandou
nos cumprimentarmos. Desde aquele dia eu não consigo te esquecer. O seu sorriso, sua voz, tudo. Mas você me ignora.
Não fala comigo. Eu já tentei me matar pra te esquecer, mas não tive coragem. Mas isso é passado. Agora aquele medo que
eu tinha passou. Por isso, para me ajudar, te esquecendo, e te ajudar, me tirando da sua vida, eu tirarei minha própria
vida. Adeus,(nome do garoto). (nome da garota).”
Ele leu a carta e a deixou cair no chão. Saiu correndo e a procurou. Depois de um tempo a encontrou, mas ela estava
muito longe. Ele correu atrás dela, mas a perdeu. Ela havia entrado em um beco, onde sentou e chorou. Um tempo depois,
ela se levantou, engoliu o choro e correu. Ele continuou a procurando, até vela em cima de um prédio. Ele correu,
entrou no prédio, subiu as escadas e chegou no topo. Ao chegar, ele tentou a segurar antes dela se jogar, mas não
conseguiu. Ela, enquanto caia delicadamente, se virou e disse com sua voz graciosa: Anjos existem. Então caiu. Ele
olhou para baixo e a viu no chão, deitada, como se estivesse dormindo, em uma cama de sangue.